O Exame Nacional de Geometria Descritiva A deste ano foi, na minha opinião, o mais acessível desde 2020. Os exercícios apresentavam um grau de complexidade moderado, os enunciados eram claros e as situações propostas enquadravam-se bem nos conteúdos lecionados ao longo do ensino secundário.
Contudo, não devemos confundir um exame mais acessível com um exame fácil de realizar com pouca preparação. Geometria Descritiva continua a exigir estudo, treino regular e, sobretudo, um conhecimento sólido das condições teóricas que sustentam cada construção. Infelizmente, muitos alunos dedicam-se à execução prática dos exercícios, mas revelam fragilidades na compreensão dos princípios teóricos fundamentais, o que acaba por comprometer o desempenho quando chega o momento da avaliação.
Por isso, entristece-me ouvir alguns alunos afirmar que sentiram grandes dificuldades perante uma prova que oferecia boas oportunidades de sucesso. É um pouco como falhar um penálti: a baliza está à mesma distância, as condições são favoráveis, mas sem preparação, concentração e confiança, a oportunidade pode escapar.




